sexta-feira, 13 de março de 2009

Histórias são como portas e janelas

“As histórias são como portas e janelas.

Se debruçarmos e repararmos, nos inscrevemos na paisagem.

Se destrancarmos as portas o enredo do universo nos visita.

Escrever, ler ou ouvir histórias é somar-se ao mundo, é iluminar-se com a claridade do já decifrado.

Cada história descortina um horizonte, cada frase anuncia outra estação.

E os olhos, tomando das rédeas, abrem caminhos entre linhas para as viagens do pensamento. A história é passaporte, é bilhete de partida. A história guarda espaço para o ser imaginar sua própria humanidade e apropriar-se de sua fragilidade, com seus sonhos, os seus devaneios, e sua experiência.

A história acorda no sujeito dizeres insuspeitados enquanto redimensiona seus entendimentos. Há trabalho mais definitivo, há ação mais absoluto do que essa da aproximar o homem da história?”

(Bartolomeu Campos Queirós)

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